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CBios viram moeda para compra de insumos

Operação similar à modalidade de barter envolveu Syngenta e Usina Santa Terezinha

13:11

Fonte: Shutterstock
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Os Certificados de Créditos de Descarbonização (CBios), peça-chave da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), foram utilizados como moeda para aquisição de insumos agrícolas, em modelo similar ao que há tempos já acontece com grãos, conhecido como barter, no qual a safra é usada para compra de sementes, defensivos e fertilizantes.

A operação com CBios foi feita entre a Syngenta e a Usina Santa Terezinha, de Maringá (PR), e envolveu cerca de R$ 370 mil em pedidos de insumos químicos e biológicos para proteção de lavouras de cana-de-açúcar.

Esse modelo funciona por meio de um Acordo Operacional de Modalidade CBIOs. Esses créditos são negociados em bolsa, emitidos por produtores de biocombustíveis proporcionalmente à quantidade de emissões que eles evitam em comparação aos combustíveis fósseis. Cada título equivale a uma tonelada de dióxido de carbono que deixou de ir para a atmosfera.

No negócio entre Syngenta e a Santa Terezinha, cada transação foi detalhada em um termo de adesão específico, no qual se definem as condições comerciais e o volume de créditos a serem liquidados para aportar na aquisição de produtos.

Para Paulo Meneguetti, diretor presidente da Usina Santa Terezinha, a parceria abre frentes estratégicas na gestão de seus ativos. “Os CBIOs materializam, em valor econômico, parte dos resultados ambientais alcançados na produção de biocombustíveis. Essa parceria amplia as possibilidades de utilização desse ativo ao permitir que os créditos gerados pela nossa operação sejam convertidos em investimento na própria atividade agrícola, por meio da aquisição de tecnologias e insumos para a produção de cana-de-açúcar."

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